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Corpo de jovem marabaense morta durante abordagem policial em Goiânia será sepultado em Marabá

O corpo da jovem marabaense Samyla Divina de Souza, de 25 anos, assassinada com um tiro pela Polícia Militar em Goiânia (GO), no último fim e semana, será trasladado hoje para sepultamento em Marabá. A mãe dela, a manicure de prenome Luzia, viajou na manhã desta terça-feira,28, para a capital goiana, a fim de tratar da remoção do corpo. Ela residia antes na Rua João Pessoa e agora estava morando na Rua Salvador, ambas no Bairro Novo Horizonte.

O caso

Samyla estava com o marido em um carro, no Setor Mansões Paraíso, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, Quando a Polícia Militar abordou o veículo, mas o homem não parou e ainda atirou contra os  PMs. Os policiais militares revidaram e uma das balas atingiu a moça. O filho do casal, de seis meses, também estava no veículo, mas nem ele nem o pai se feriram.

De acordo com a Polícia Civil, informações preliminares apontam que o companheiro da vítima, Felipe Nascimento Silva, de 25 anos, não obedeceu à ordem de parada da equipe da PM. Foi quando começou o tiroteio.

“Ao que tudo indica, eles foram abordados, fugiram e atiraram contra a Polícia Militar. A polícia revidou com um tiro e matou a moça”, disse a delegada Ilda Santos, titular do 4º Distrito Policial, onde o caso está sendo investigado. Até ontem a PM goiana não havia se manifestado sobre o caso.
A delegada explicou que o marido da vítima foi conduzido à delegacia. “Fizemos um procedimento contra o rapaz porque encontraram arma no carro e porção de droga”, disse. O corpo de Samyla foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) de Aparecida de Goiânia.
Ao chegar ao local, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências chamou o Conselho Tutelar para que cuidasse do bebê. Segundo o conselheiro Thiago Fabiano do Amaral Silva, o menino estava muito agitado.

Conforme  informação do Portal Mais Goiás,  Samyla tinha passagem na polícia por uso de documento falso. Felipe já foi preso por roubo, receptação, falsidade ideológica, posse de droga para consumo e porte ilegal de arma de fogo.

Os policiais encontraram uma pistola calibre .380 com capacidade para 15 munições e, aproximadamente, um quilo de maconha e crack. O caso vai ser apurado pela Polícia Civil e também pela Polícia Militar, que instaurou inquérito administrativo.