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Secretário de Saúde reafirma que a prefeitura não tem condições de colocar a UPA para funcionar e anuncia que ali funcionará o Serviço de Atendimento à Oncologia

A propósito da afirmação dos vereadores Irismar Melo (PR), Marcelo Alves (PT) e Ilker Morais (PHS), que estiveram no prédio seria a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Nova, entregue no final do governo passado, os quais afirmam que há má vontade do governo municipal em colocar em funcionamento aquele equipamento público e que não abrem mão disso, o Site Zeca News ouviu nesta segunda-feira, 26 o secretário municipal de Saúde Marcone Leite.

Ele explicou que a Secretaria de Saúde não tem condições financeiras de equipar nem de manter a UPA. Marcone disse que só para equipar, pois o prédio foi entregue vazio, seriam necessários cerca de R$ 2 milhões entre contratação de servidores e aquisição de mobiliário e equipamentos.

Em seguida acrescentou que para que a UPA funcionasse 24 horas, como é a proposta desse tipo de unidade, e com toda a sua plenitude, seria necessário o desembolso mensal de R$ 1.500.000,00.

“Na hipótese de que, com muito esforço e boa vontade, o governo federal bancasse R$ 750.000,00 mensalmente para manter a UPA, mesmo assim teríamos dificuldade em conseguir recursos para pagar a outra metade”, detalhou o secretário de Saúde.

Ele explica que, por esse motivo, a prefeitura propôs ao Ministério da Saúde devolver os R$ 1.950.000,00 gastos com a construção do prédio e usar o imóvel para outra finalidade voltada também à saúde da população.

Indagado sobre outras cidades da região que possuem UPAs em funcionamento, Marcone disse que a de Parauapebas funciona precariamente e que a de Jacundá vem enfrentando dificuldades em funcionar, assim como cerca de outras 500 país afora, devido aos gastos elevados com a manutenção. “Se não fosse assim, o Ministério da Saúde não estaria abrindo mão e aceitando que muitos outros municípios devolvessem o dinheiro da construção dos prédios”, argumenta ele.

Oncologia

Porém, segundo Marcone Leite, no prédio em que seria a UPA, vai funcionar um setor da mais alta importância para Marabá, o Serviço de Atendimento Oncológico, com a Atenção Básica à Oncologia.

“Teremos atenção básica à saúde homem, à saúde da mulher e à saúde do idoso, com exames patológicos e toda a parte ambulatorial da oncologia. Já estamos na fase final da elaboração do orçamento para apresentar ao governo do Estado e, após isso, vamos encaminhar documentação para conseguir a habilitação concedida pelo Ministério da Saúde”, finaliza o secretário.

Corujão e cirurgias eletivas

Marcone Leite anunciou ainda outra novidade, a partir da próxima quarta-feira, 28, o funcionamento da Unidade Básica de Saúde “Enfermeira Zezinha”, da Folha 23, Nova Marabá, no regime corujão, com atendimento ao público até meia-noite. Já aos sábados outra UBS, também da Nova Marabá, funcionará até as 13 horas. A Secretaria de Saúde ainda está decidindo será a “Hiroshi Matsuda”, na Folha 12, ou a “Mariana Morais”, no Bairro Quilômetro Sete.

O secretário informou ainda que as cirurgias eletivas, hoje cerca de 4 mil na fila de espera, voltarão a ser feitas a partir de julho próximo, tanto Hospital Municipal quanto no Materno Infantil. Ele espera que até dezembro próximo a fila já tenha minimizado bastante.

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