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Com seis meses no cargo, prefeito de Curionópolis esquece o juramento, é acusado de fraude em licitações e está afastado por 180 dias

Quando assumiu a Prefeitura de Curionópolis, em 1º de janeiro deste ano, o prefeito Adonei Aguiar (DEM) fez o seguinte juramento, diante  dos vereadores e da população:  “Prometo manter, defender e cumprir a Lei Orgânica, observar as Leis da União, do Estado e do Município, promover o bem geral dos munícipes e exercer o cargo sob a inspiração da democracia, da legitimidade e da legalidade”.

Mas, parece que Adonei  esqueceu rapidamente aquelas 38 palavras proferidas cerimoniosamente. De acordo com investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual (MPE), chefiado pelo promotor de Justiça Nelson Medrado, o prefeito comandava um esquema de compras e contratação de serviços sem licitação e depois montava processos licitatórios para que tudo parecesse legal.

Foi constatado que, apesar de ter um fornecedor de medicamentos contratado via licitação, ele preferia comprar remédios de uma farmácia da cidade; embora a Procuradoria do Município tenha advogados capacitados em Direito Público, outros, de fora, ganharam robusto contrato para fazer o mesmo serviço; e até um escritório de contabilidade foi contratado para desempenhar as tarefas contábeis em Curionópolis, que também tem nos quadros da prefeitura servidores capacitados para isso. O valor das fraudes não foi revelado, mas a estimativa é de que tenham alcançado a casa dos R$ 5 milhões.

O promotor de Justiça de Curionópolis, Josiel Gomes da Silva disse que as fraudes em licitações, que estão sendo investigadas e  afastaram Adonei Aguiar (DEM) do cargo de prefeito poer 180 dias, vinham ocorrendo em mais de uma Secretaria Municipal.

A vice-prefeita Quelia Rosa (Solidariedade) assumirá o cargo enquanto Adonei estiver longe da cadeira de prefeito. A decisão foi deferida pelo Poder Judiciário local – por meio da juíza Priscila Mousinho – e pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará, sob relatoria do desembargador Ronaldo Marques Valle.

Procurada pelos meios de Comunicação, na sexta-feira (30 de junho), ela disse que desconhecia qualquer cometimento de fraude na prefeitura e, quando indagada sobre o fato de assumir o Executivo nesses seis meses, desconversou e encerrou a conversa. Deixando indagações no ar.

Na rede social Facebook, admiradores de Adonei Aguiar, mesmo diante da fartura de provas encontradas contra ele, insistem em dizer que o apoiam assim mesmo e que a Justiça vai ser feita.

Quélia Rosa se esquivou de falar sobre o fato de ser a prefeita por 180 dias. Mistério!

 

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