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Leishmaniose fez a primeira vítima humana em Marabá este ano. Limpeza domiciliar é fundamental no combate à doença.

A população é o principal ator no combate à leishmaniose, no momento em que mantém sua moradia e seu quintal e arredores limpos e seus cães dentro de casa, entre outras providências relativas ao tratamento do lixo e ao meio ambiente. É o que afirma a enfermeira Fernanda Miranda, coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), em relação ao combate à doença, que, em Marabá, fez sua primeira vítima fatal, este ano, em meados de junho último. O paciente foi internado no Hospital Municipal e, posteriormente, transferido ao Hospital Regional, onde não resistiu e morreu.

De forma alguma Fernanda está colocando a responsabilidade pelo combate à doença nas costas da população, mas alertando que são as pessoas que vão combater os principais fatores que levam a leishmaniose para dentro das casas.

Ouvida pelo Zeca News, ela disse que a pessoa que morreu é do sexo masculino, com cerca de 30 anos e morava no Bairro São Félix, uma das áreas de risco para a leishmaniose, transmitida a humanos pelo mosquito flebotomíneo, mais conhecido como mosquito palha.

“O mosquito pica o cão contaminado, se contamina e pica o ser humano contaminando-o. Portanto, não é o cachorro contaminado que transmite ao homem”, explica Fernanda, revelando que neste ano já foram constatados em Marabá 50 casos de leishmaniose em humanos, destes, 35 foram curados e 15 estão em tratamento.

Os sintomas da leishmaniose em humanos são: febre alta recorrente por várias semanas, perda de peso, perda de apetite, aumento do volume abdominal, fraqueza, anemia e aspecto amarelado da pele.

“Quando a pessoa apresenta esses sintomas, colhemos material para sorologia e enviamos do Laboratório Central do Pará (Lacen), em Belém”, informa ela, afirmando que o tratamento é feito com medicamentos antiparasitários específicos para leishmania e leva, em média, de 20 a 30 dias.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica orienta as pessoas a manterem suas casas sempre limpas tanto no interior quando no quintal, na frente e arredores, manter tudo sem mato, podar as árvores e evitar o acúmulo de folhas no chão, os cães não devem ser soltos na rua, as famílias devem evitar criar porcos e galinhas na área urbana e manter os locais onde dormem os animais da casa sempre limpos, sem fezes, pois elas são atrativos para o mosquito palha.

“Do lado da secretaria estamos correndo com o processo seletivo para a contratação de agente de endemias, reforçando, para trabalhar o controle e a prevenção e vamos fazer nova capacitação com médicos para observar corretamente os cuidados com os pacientes que dão entrada no serviço de saúde”, adianta Fernanda Miranda.

No próximo dia 14, segundo ela, a Secretaria de Saúde, em parceria com outras secretarias, farão uma ação preventiva na Folha 8, Nova Marabá.

Fernanda enfatiza que o combate começa pela limpeza domiciliar