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Serviço de camareira reforça humanização no tratamento oferecido pelo HMUE

Internado há quase um mês no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), o atendente Marlyson Mayclay da Silveira foi vítima de um acidente de motocicleta na rodovia BR-316, na região metropolitana de Belém. Apesar disso, o rapaz é um dos pacientes mais animados da clínica Ortopédica da unidade. Falante, dono de um humor leve, ele brinca e se descontrai diariamente com a presença das camareiras do projeto ‘Hospitalidade’, na enfermaria onde se recupera do acidente.

Na visão de Marlyson, a visita diária das colaboradoras do Serviço de Higienização e Limpeza (SHL) é um momento feliz no processo de reabilitação. ‘As meninas fazem um ótimo serviço, nos tratam bem e trazem alegria quando chegam’, avaliou. A implantação do ‘Hospitalidade’ é a prática de um dos princípios que norteiam a identidade organizacional do HMUE: o tratamento humanizado.Similar ao serviço oferecido em hotéis, a iniciativa atrela hotelaria, humanização e otimização de recursos dentro da unidade.

O projeto, iniciado em 2017, tem o objetivo de dar uma experiência mais acolhedora ao paciente vítima de trauma e queimaduras no Hospital Metropolitano, que é gerenciado pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). “O projeto Hospitalidade visa o bem-estar dos usuários, seja ele paciente ou acompanhante”,  explica o diretor de Apoio, Benjamin Ferreira Neto.

O gestor conta ainda que as camareiras são as responsáveis pela troca diária do enxoval de cama dos leitos da unidade. Com isso, os técnicos de Enfermagem, antes responsáveis pela tarefa, ficam focados exclusivamente na assistência ao paciente. As colaboradoras utilizam um avental, que as diferenciam de outros profissionais do Serviço de Higienização e Limpeza (SHL). “As camareiras fazem o controle do nosso enxoval de cama, retiram peças sujas e fazem a forração do leito. Tudo funciona como se fosse em um hotel”, explicou.

Paciente do Metropolitano desde o último dia 3/7, o ajudante de serviços gerais Nildo Ferreira Pereira está na unidade para se recuperar de uma queda de uma árvore na praia do Caripi, em Barcarena (PA). A queda afetou a coluna e a bacia do ajudante. Simpático, em poucos dias no Metropolitano, Nildo ganhou o apelido de ‘Tarzan’ dos outros pacientes.

E é com base no seu magnetismo pessoal, que o ajudante avalia o desempenho do time de camareiras da unidade. ‘Estas moças merecem flores, são ótimas, nos tratam muito bem, com respeito. O sorriso delas para a gente não tem quem pague’, disse.

Os elogios à equipe provam que o remanejamento de peças dentro da equipe do SHL para compor o time do projeto foi uma decisão acertada. Conforme explicou o coordenador do setor, Izailson Alves Tenório, um estudo mapeou a quantidade de tarefas e colaboradores disponíveis para, então, otimizar o processo de lavagem de roupas da unidade. Assim, foram escolhidas seis colaboradoras para o projeto. “Não tivemos aumento de quadro e nem custos extras”, reforçou.

Na avaliação do coordenador, o projeto vem dando bons resultados. “Temos uma boa resposta da assistência e do próprio usuário. As pessoas aguardam as camareiras pela manhã quando elas passam porque elas são atenciosas, alegram os pacientes. O projeto tem este objetivo de fazer com que o paciente sinta-se menos paciente, mas um
hóspede, uma pessoa acolhida”, comentou.

A camareira Daysiane Nascimento Siqueira foi uma das escolhidas para o time do projeto ‘Hospitalidade’. Para ela, participar da iniciativa é uma forma de levar acolhimento aos pacientes da unidade. ‘Gosto de fazer esse trabalho porque me divirto junto com os pacientes. Às vezes tem gente que está triste porque está no hospital e a gente passa alegria a eles. Entramos na enfermaria cantando, brincando com todos’, contou.

Estrutura

Referência no atendimento a queimados, o Hospital Metropolitano é uma unidade de saúde de média e alta complexidades para atendimento de urgência e emergência. Com foco em trauma e queimados, a instituição possui 273 leitos, sendo 79 de traumatologia, 24 de cirurgia geral, 33 de neurocirurgia, 18 de clínica médica, 24 de
pediatria, 20 de cirurgia plástica e 75 leitos complementares.

No ano de 2016, o HMUE realizou 464.629 atendimentos, sendo 36.855 a pacientes. A unidade tem índice de satisfação de 94% dos usuários e acompanhantes.

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