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Juiz decide não prorrogar prisão e determina soltura de policiais suspeitos de envolvimento em chacina no PA

juiz de Redenção Jun Kubota decidiu, nesta terça-feira (8), indeferir o pedido de prorrogação da prisão temporária dos 13 policiaissuspeitos de participação na chacina que resultou na morte de 10 trabalhadores rurais em Pau D’arco, sudeste do Pará, alegando que a prisão dos policiais não é necessária para a conclusão das investigações.

De acordo com o Kubota, embora existam provas do envolvimento dos policiais na autoria dos crimes, estas provas são insuficientes para manter a prisão temporária dos 11 policiais militares e dois policiais civis suspeitos de terem executado os trabalhadores rurais na fazenda Santa Lúcia em maio de 2017.

“Não basta a prova da materialidade e autoria do crime, devendo ser demonstrada a necessidade da medida para fins de investigação. Da mesma forma, a gravidade dos crimes investigados também não é fundamento suficiente para a decretação da medida (de prisão)”, disse o magistrado Jun Kubota na decisão.

Com a negativa do pedido de prorrogação, o prazo de prisão temporária por 30 dias decretado em 7 de julho chegou ao fim, e por isso o juiz determina que os policiais sejam soltos.”Decorrido o prazo da prisão originariamente decretada, coloque-se os investigados imediatamente em liberdade”, afirmou o magistrado, cuja decisão vale como alvará de soltura.

A chacina de Pau D’Arco, como o crime ficou conhecido, aconteceu no dia 24 de maio, na fazenda Santa Lúcia. Um grupo de policiais civis e militares foi até a fazenda para dar cumprimento a mandados de prisão de suspeitos de envolvimento na morte de Marcos Batista Ramos Montenegro, um segurança da fazenda que foi assassinado no dia 30 de abril.