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O sonho acabou. Cevital já era!

Em 8 novembro de 2015, um ano e nove meses atrás, portanto, o grupo argelino Cevital, a mineradora Vale e o governo do Pará, assinaram protocolo de intenções para a instalação de uma siderúrgica no Pará e a cidade escolhida para receber o megaempreendimento, cuja principal linha de produção seria trilhos para ferrovias, seria Marabá, a “capital do Carajás”.

O investimento, de 4,5 bilhões de reais, geraria 20 mil empregos durante a implantação e 2.600 empregos já na fase de operação, assim com milhares de outros indiretos. O mercado marabaense, a população, pequenos, médios e grandes empreendedores, além do comércio de serviços, um dos que seria mais beneficiado, começaram a acalentar o sonho de dia melhores.

Mas, o sonho acabou esta semana, com a notícia de que a Cevital não vem mais. Durante esses quase dois anos, foram reuniões e mais reuniões para que a siderúrgica argelina pudesse vir para cá. Porém, o projeto começou a esfriar e agora, tanto governo quanto Vale perderam o interesse, após tantas exigências dos empreendedores da Cevital nem todas vantajosas para as partes que seriam supostamente beneficiadas.

“Já estive mais empolgado com a Cevital, e hoje não estou mais. É hora de nos unirmos para cobrar da Vale. Ela não tem expertise em siderúrgica e nunca teve interesse em desenvolver o Pará. A Vale se beneficia com a Lei Kandir, que a isentou de imposto para poder exportar”, disse o prefeito Tião Miranda, na noite de quinta-feira, 17, durante a Reunião Técnica da Ferrovia Paraense, também desiludido, diante de 200 pessoas que lotavam o auditório do Senai.

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