CPI do Salobo garante pavimentação de 34 km em Marabá; Cristina Mutran e membros da Comissão da Câmara visitam obras

Os trabalhos de pavimentação em Marabá foram acompanhados de perto, sendo resultado direto das ações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Salobo – instituída para investigar passivos socioambientais, questões tributárias e impactos do projeto minerário na região. Além das investigações, a Comissão de Infraestrutura e Serviços Públicos da Câmara Municipal de Marabá visitou os locais das obras, juntamente com integrantes da mesa diretora e outros parlamentares, para acompanhar a aplicação dos recursos arrecadados.

O investimento contempla 24 km na zona urbana (em vias de acesso a comunidades impactadas pela ponte rodoferroviária sobre o rio Tocantins) e 10 km na zona rural, beneficiando diretamente milhares de moradores. A vereadora Cristina Mutran esteve presente nas visitas, ao lado do presidente da Câmara, Ilker Moraes, e da vereadora Vanda, reforçando o papel do Poder Legislativo em fiscalizar e garantir que os recursos cheguem à população. Na Casa Legislativa, Cristina se destaca como voz ativa na defesa dos direitos das mulheres, atuando por políticas públicas de igualdade de gênero e proteção à população feminina.

A CPI do Salobo foi instituída na Câmara Municipal de Marabá em novembro de 2021, com prorrogação dos trabalhos até dezembro de 2023, em paralelo a uma investigação similar na Assembleia Legislativa do Pará (CPI da Vale). A criação da comissão teve como principais motivos:

– Suspeitas de sonegação de tributos: A CPI investigou alegações de que a mineradora Vale não declarou a extração de ouro e prata junto ao cobre na mina de Salobo, deixando de pagar a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral) ao município por pelo menos dez anos. As estimativas apontaram uma diferença de até R$ 400 milhões em valores não repassados, além de uma possível omissão que impactou em R$ 20 bilhões na balança comercial brasileira.

– Análise de passivos socioambientais: Os parlamentares também avaliaram riscos relacionados à barragem de rejeitos da mina, que representaria uma ameaça para o rio Itacaiúnas e a cidade de Marabá em caso de acidente.

Os trabalhos resultaram em um acordo com a Vale, que comprometeu repassar R$ 115 milhões para projetos em Marabá, incluindo as obras de pavimentação de 24 km na zona urbana (vias de acesso a comunidades impactadas pela ponte rodoferroviária sobre o rio Tocantins, como ruas no bairro Nova Marabá e áreas próximas ao Porto de Marabá) e 10 km na zona rural (caminhos de acesso a propriedades e comunidades do entorno da mina).

 

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