Réu é condenado a mais de 13 anos por tentativa de feminicídio em Marabá; caso teve repercussão no Pará

O réu Jhonatan Alves Barros Nogueira foi condenado nesta quinta-feira (22) pelo Tribunal do Júri de Marabá a 13 anos, 5 meses e 3 dias de reclusão em regime inicial fechado por tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, Larissa da Conceição Souza. Além disso, recebeu 3 meses e 11 dias de detenção por lesão corporal contra a irmã da vítima, Jeslayne da Conceição Silva. A sentença, presidida pela juíza Alessandra Rocha da Silva Souza, é considerada uma das mais altas já aplicadas em casos de feminicídio tentado na Comarca de Marabá.

Os fatos ocorreram em 1º de dezembro de 2024, dentro da loja Havan na BR-230 (Transamazônica), em frente ao Aeroporto de Marabá. Larissa, que trabalhava na lanchonete Café Mikelly instalada no estabelecimento, relatou ter mantido um relacionamento de quatro anos com o acusado e um histórico de conflitos. Após o término, Jhonatan teria ido ao local de trabalho dela, ameaçando-a com uma faca e exigindo o celular.

Jeslayne confirmou a agressividade e disse que se feriu no dedo ao tentar intervir, enquanto pessoas presentes pediam para que o réu soltasse a arma. Foram ouvidos também a policial penal Sabrina Sá — que interveio no ataque efetuando um disparo para conter o homem —, seu companheiro, uma policial militar e a delegada Alana Araújo, responsável pelo inquérito, que detalhou os procedimentos investigativos.

A ocorrência, registrada por volta das 15h40, terminou com o réu sendo socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Marabá. Como já cumpriu pouco mais de 1 ano em prisão provisória, o tempo será deduzido da pena final, ficando para cumprir cerca de 12 anos e 6 meses.

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