O ministro das Cidades, Jader Filho, anunciou durante a abertura do seminário “Super Ciclo de Investimentos em Infraestrutura – Avanços e Desafios”, realizado na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no Rio de Janeiro em 9 de fevereiro de 2026, que o Brasil entrou em um novo ciclo de incrementos em infraestrutura urbana, habitação, saneamento e mobilidade, com recursos que movimentam a economia e beneficiam milhões de brasileiros. Participaram do evento também o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e representantes de outros ministérios ligados ao setor de infraestrutura.
Os investimentos são concentrados principalmente pelo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que já teve dois grandes anúncios em 2024: R$ 18,3 bilhões em maio, atendendo 533 municípios em eixos como abastecimento de água rural, urbanização de favelas e prevenção a desastres naturais; e R$ 41,2 bilhões em julho, com 872 propostas selecionadas em 707 municípios, gerando previsão de mais de 535 mil empregos diretos e indiretos, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Dentre esses recursos, R$ 15,3 bilhões foram destinados à drenagem urbana — o maior investimento federal na área em uma única seleção — e R$ 9,9 bilhões para mobilidade urbana, com projetos de metrôs, trens urbanos e corredores de ônibus que visam reduzir emissões de gases de efeito estufa.
No setor habitacional, o governo pretende financiar 3 milhões de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida até o fim de 2026, com R$ 144,5 bilhões do FGTS destinados à habitação popular no próximo ano, além de recursos do orçamento federal e da Caixa Econômica Federal para subsídios. Em 2025, o programa fechará com cerca de 2 milhões de contratações, e a meta para 2026 é de 1 milhão de unidades, com atualização das faixas de renda para contemplar mais famílias. “O PIB da construção civil está puxando a economia brasileira, e quem está puxando a construção civil é o Minha Casa, Minha Vida”, destacou o ministro durante o evento do BNDES. Ele também ressaltou que o programa está praticando a menor taxa de juros da sua história, com 4% ao ano na região Norte e Nordeste e 4,25% nas demais para famílias com renda até R$ 2.850.
Além disso, o Ministério das Cidades tem realizado investimentos regionais expressivos. Em Minas Gerais, foram destinados R$ 7,33 bilhões em 980 contratos, incluindo R$ 1 bilhão para ampliação do metrô de Contagem e R$ 4,7 bilhões para saneamento em 184 municípios. No Paraná, cerca de R$ 6,8 bilhões foram investidos em quase 740 contratos, com R$ 15 bilhões em financiamentos habitacionais. Em parceria com o BNDES, o ministério também desenvolveu o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), que mapeou 187 projetos de transporte público de média e alta capacidade nas 21 maiores regiões metropolitanas do país, com investimentos estimados em R$ 430 bilhões. Os projetos podem evitar 3,1 milhões de toneladas de gás carbônico por ano em 2054 e reduzir em 8 mil o número de mortes em acidentes de trânsito até essa data.
Jader Filho ressaltou durante o evento que os investimentos retornam a ser prioridade nacional após anos de desinvestimento, com foco em melhorar a qualidade de vida da população e preparar as cidades para os desafios das mudanças climáticas. “Graças ao senhor, depois de quase dez anos, a infraestrutura nas nossas cidades voltou a ser prioridade no nosso país”, afirmou o ministro. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, complementou destacando que o banco contribui para a formulação de políticas públicas de longo prazo, unindo esforços de diferentes esferas governamentais para alcançar resultados sustentáveis.
Você gostaria de saber mais sobre os projetos de mobilidade urbana mapeados pelo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana em alguma região específica do Brasil?


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