A Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal aprovou, na manhã desta terça-feira (9/6), o projeto de lei que cria a Universidade Federal do Xingu (UFX). Como a proposta foi aprovada em caráter terminativo pelas comissões, ela não precisará passar pelo Plenário do Senado, seguindo diretamente para a análise e votação na Câmara dos Deputados.
Se sancionada, a UFX nascerá a partir do desmembramento do atual campus de Altamira da Universidade Federal do Pará (UFPA). O principal objetivo da medida é descentralizar e fortalecer o ensino superior público, a pesquisa e a extensão em uma das regiões mais estratégicas do país.
👥 Modelo Multicampi e Impacto Regional
A nova instituição adotará o modelo multicampi para conseguir cobrir a vasta extensão territorial da bacia do Xingu. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a área de abrangência da futura universidade concentra uma população de aproximadamente meio milhão de habitantes.
A estrutura da UFX prevê o atendimento direto a estudantes de pelo menos 11 municípios paraenses:
- Altamira (sede principal)
- Anapu
- Brasil Novo
- Gurupá
- Medicilândia
- Pacajá
- Placas
- Porto de Moz
- Senador José Porfírio
- Uruará
- Vitória do Xingu
💡 Por que a criação da UFX é um marco?
O desmembramento de campi para a criação de novas universidades federais (como já ocorreu no passado com a UFOPA e a UNIFESSPA, também no Pará) costuma atrair mais recursos orçamentários próprios, além de fixar doutores, pesquisadores e novos investimentos na região.
Para a Transamazônica e o Xingu, a consolidação de uma universidade autônoma representa a chance de criar cursos de graduação e pós-graduação desenhados sob medida para as demandas socioeconômicas, ambientais e culturais locais.


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