EXCLUSIVO: Úrsula Vidal desembarca em Marabá e anuncia linhas de crédito milionárias do FNO e BNDES para a economia criativa local

​👤 QUEM É ÚRSULA VIDAL?

​Jornalista consagrada, ativista cultural e gestora pública com sólida trajetória na Amazônia. Úrsula Vidal ganhou projeção nacional pela sua forte atuação na defesa da democratização da cultura e na descentralização de recursos federais. Foi Secretária de Estado de Cultura do Pará (Secult), presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, e tem sido uma das principais vozes na articulação de leis de fomento histórico, como a Lei Aldir Blanc e a Lei Paulo Gustavo na região Norte. Atualmente, atua também como porta-voz governamental e articula o fortalecimento da bancada amazônica no Congresso Nacional.

​📍 O OBJETIVO DA VISITA A MARABÁ:

​Úrsula desembarca em Marabá para cumprir uma importante agenda voltada ao fortalecimento da identidade regional e da economia criativa. Ela participa do Encontro de Culturas e Matrizes Amazônicas no Pontão de Cultura Matrizes Amazônicas, celebrando os investimentos de quase R$ 6 milhões de reais que beneficiaram 145 projetos locais por meio da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). Além disso, sua vinda tem como meta principal dialogar com a população, fazedores de cultura, microempreendedores e a comunidade local para apresentar e facilitar o acesso a novas linhas de crédito voltadas ao setor criativo, como o FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte), operado pelo Banco da Amazônia, e o ProCult, do BNDES.

 

​🎙️ ABERTURA (ÁUDIO/RÁDIO)

[Zeca Moreno]: “A reportagem do Portal Zeca News está aqui, direto do Inácio’s Hotel! Nós estamos com a jornalista, ex-secretária de Cultura do Estado e porta-voz, Úrsula Vidal. Úrsula, seja muito bem-vinda a Marabá! O seu objetivo principal nesta visita é justamente participar do Encontro de Culturas e Matrizes Amazônicas e abrir portas para o nosso povo acessar linhas de crédito importantes para a economia criativa, como o FNO do Banco da Amazônia e o ProCult do BNDES.

​Aproveitando esse gancho da sua chegada, você mencionou recentemente que a Amazônia precisa estar presente de forma ativa nos espaços onde o Brasil é pensado e debatido. Na prática, quais são os temas ou gargalos mais urgentes da nossa região que você sente que o restante do Brasil ainda não compreende bem? E como o seu papel de porta-voz vai ajudar a traduzir a Amazônia para o debate nacional?”

[Úrsula Vidal]: “Zeca, é um prazer estar aqui com você no teu portal. Te acompanho e tenho uma imensa admiração por todos os comunicadores da nossa região, tão fundamentais para o desenvolvimento de uma Amazônia que precisa ser protagonista do seu próprio futuro.

​Marabá é uma cidade que fala muito sobre uma Amazônia que se desenvolve a partir de um planejamento urbano. É uma cidade grande, com cerca de 300 num projeto urbanístico, viário, de infraestrutura que é um exemplo para o Estado do Pará. Toda vez que a gente desembarca em Marabá, a gente pensa: ‘Bom, essa é uma forma de respeitar uma cidade que começa num pequeno núcleo urbano e que cresce de maneira muito planejada, com muitos viadutos, muitas pontes, com dois rios que são fundamentais para essa região.’ A gente percebe como a cidade também se desenvolve a partir de uma economia que compreende os ciclos, o tempo do rio, as atividades econômicas que o rio pode proporcionar e as vocações econômicas que Marabá já tem. Sabemos que somos um território muito voltado para uma atividade que a princípio foi muito voltada para a mineração, mas hoje muito forte na agropecuária, na indústria, serviços, na cultura. Marabá é um polo cultural muito importante.

​Zeca, nós da Amazônia sofremos com isso historicamente. Lamentavelmente, o modelo de desenvolvimento da Amazônia foi imposto — a gente podia dizer de baixo para cima, mas na verdade veio lá de baixo, né? Veio de um governo central, de um governo federal que escutou muito pouco os amazônidas. É óbvio que nós temos, por exemplo, entidades financeiras muito importantes como a Sudam, como o Banco da Amazônia, que são instituições que fomentam o desenvolvimento a partir de eixos econômicos e modelos econômicos que façam sentido para o território, para o setor empresarial, para a própria população.

​Mas nós precisamos ampliar crédito, por exemplo, no BNDES. Nós precisamos que o FNO descomplique, porque o seguinte: o nosso gargalo, a nossa percepção é de que o pequeno e o médio não acessam. Não acessam recurso no BNDES, acessam com muita dificuldade recursos do… é óbvio que o Banco da Amazônia tem muitas linhas de crédito, o próprio Amazônia Florescer que aporta recurso no microcrédito. Mas nós precisamos tracionar isso.

​O nosso ex-governador Helder Barbalho, a nossa governadora Hana, desenvolveram um plano de sociobioeconomia, de bioeconomia, para que a gente entenda como a floresta e seus insumos, e os negócios da floresta, por exemplo — quando eu digo floresta nós estamos falando de beira de rio também, de toda essa economia de várzea, essa economia dos rios e essas cidades —, porque não estamos falando só de área de floresta adensada onde tem floresta, onde tem comunidades quilombolas, indígenas. Nós estamos falando de núcleos urbanos! Ninguém combina que daqui acabou a cidade e começou a floresta e não tem um diálogo. É óbvio que é uma economia que ela é circulante, ela dialoga.

​Então, nós precisamos que se compreenda que não existe uma Amazônia urbana e uma Amazônia de floresta. Uma Amazônia urbana e uma Amazônia ribeirinha. Tudo isso está integrado. A própria cidade de Marabá, capitais como Belém, cidades como Parauapebas, como Santarém, como Cametá, cidades do Marajó, os núcleos urbanos dialogam com essas outras formas de desenvolvimento econômico, de desenvolvimento cultural, de educação — e uma educação centrada também nos territórios, por exemplo, a educação escolar indígena, a educação no campo. O campo tem uma dinâmica, o campo que produz tem uma dinâmica diferente, inclusive no tempo escolar, de como você vai absorver o que é a inteligência dessas populações para dentro do sistema educacional. Então, a gente precisa que o Estado brasileiro compreenda as especificidades da Amazônia. Não adianta vir com o modelo de educação, modelo econômico, modelo cultural imposto para nós, porque não vai caber na nossa forma. Nós temos uma forma diferente, um tempo diferente e uma dinâmica de tecnologias sociais, de negócios muito diferente aqui na Amazônia.”

​🚫 O COMBATE ÀS FAKE NEWS E ÀS BOLHAS DIGITAIS

[Zeca Moreno]: “A rede de porta-voz tem como um dos pilares o combate às fake news. E como você, como jornalista, sabe que a desinformação se combate com agilidade, mas as mentiras costumam correr mais rápido do que a checagem… Qual será a sua estratégia digital para que informações verificadas cheguem de fato às pessoas que estão em bolhas de oposição, e não apenas àqueles que já apoiam o governo?”

[Úrsula Vidal]: “Zeca, a mentira, ela às vezes encontra uma acolhida no coração das pessoas porque, ao fim e ao cabo, nós estamos muito adoecidos dos nossos afetos, do nosso coração. A gente odeia com muita rapidez, a gente xinga muito rapidamente, a gente… parece que é um clima planetário, não é só no Brasil, assim, de muita animosidade, de muita dificuldade de escuta. Então, quando a mentira chega, parece que ela entra aqui no meu coração me dando uma arma para eu bater no outro, para eu odiar o outro. E a gente está precisando de escuta. E é essa escuta que nós não estamos tendo paciência para fazer.

​Então, as fake news encontram esse lugar ali na cabeça das pessoas, entendeu? Então é muito ruim isso quando há uma tendência de alguns grupos de multiplicarem — porque não é só a mentira, é como ela corre. É como ela encontra acolhida em pessoas que espalham a mentira. E espalham sem checar, espalham porque gostam de espalhar, espalham porque encontraram prazer em odiar.

​Então, nós estamos precisando resgatar essas pessoas para o lugar democrático, de dizer o seguinte: ‘Zeca, ok. Eu sou católica, você é evangélico (hipoteticamente, né, eu estou falando), ou você é uma pessoa do afro-religioso e eu sou budista. A gente pode conversar e tomar um café? E tudo bem? Eu não preciso impor a minha fé para você e você não precisa impor a sua para mim? O importante é que nós pensemos num… sintamos dentro do nosso coração um Deus amor, que quer o bem das crianças, das mulheres, das famílias.’ É isso, no que a gente converge?

​Então, o que torna tudo mais tóxico, mais perigoso, é que essa rede de fake news provoca um ambiente de ódio onde as vítimas têm sido as mulheres, as crianças e, agora, os bebês. Percebe? Não é só uma fake news que fala que tem que ter arminha, que todo mundo tem que se armar. É que essa fake news cria no inconsciente coletivo, nas pessoas, no coração das pessoas, nesse sistema de crenças das pessoas, uma relação de raiva e de ódio. E aí você odeia o mais frágil.

​Então você cria um ambiente onde crescem os casos de racismo, onde crescem os casos de misoginia — ou seja, mulheres sendo xingadas, sendo violentadas, sendo maltratadas dentro de casa, desvalorizadas dentro de casa e, ao fim, sendo mortas. E mortas numa estatística que nós nunca vimos, com um grau de violência de cem facadas, estupros de bebês. Outros crimes graves contra a dignidade. Então, tu percebes que não é assim um caso isolado, é a atmosfera que se cria por conta desse ambiente de tanta fake news, criando uma propensão ao ódio, à raiva nas pessoas e criando uma sociedade mais violenta, e que acaba tornando essa sociedade uma sociedade que violenta muito mais essa vulnerabilidade.

​Porque nós, Zeca, nós mulheres, é muito difícil para nós no trabalho, é muito difícil para nós na política, tem sido muito difícil dentro de casa, dentro do ambiente familiar. Então, assim, é sobre isso. Não é só sobre a política. A política é uma face da nossa vida em sociedade. Quando você combate as fake news na política, você está combatendo uma sociedade do ódio, da violência. Então é sobre isso também que nós queremos usar as redes sociais, para trazer o Brasil novamente para um caminho de paz, de diálogo, de uma democracia cada vez mais fortalecida.”

​🏛️ PARCERIA COM LULA E A BANCADA AMAZÔNICA

[Zeca Moreno]: “O convite do presidente Lula te coloca sob os holofotes nacionais em um momento que você também constrói sua pré-candidatura a deputada federal. Como você pretende equilibrar a defesa das pautas nacionais do governo com as demandas e especificidades locais da sua campanha aqui no Estado?”

[Úrsula Vidal]: “Veja, Zeca, quando você tem o mapa do Congresso Nacional, você tem o nosso regime bicameral: você tem a Câmara e você tem o Senado. O Senado tem três senadores por estado, né? Você tem um peso igual. Mas na Câmara dos Deputados, são 513 deputados, você tem um número de deputados correspondente à quantidade da população. Então a Amazônia sempre está muito em desvantagem. Nós precisamos nos unir como bancada amazônica, porque as nossas dores são muito semelhantes! Nós precisamos gerar emprego e renda para essa juventude, nós precisamos aumentar o número de creches para mulheres, nós precisamos melhorar o acesso das nossas crianças e dos nossos jovens a uma educação, e também uma educação técnica e profissionalizante.

​Então, a gente precisa pegar os poucos que somos dentro do Congresso Nacional e dizer: ‘Gente, no que que a gente converge? E vamos juntos! Vamos trabalhar juntos aqui.’ Porque, por exemplo, vou te dar um exemplo dentro da área da cultura, que foi onde eu atuei dentro do Executivo ao longo desses oito anos. Nós temos 3 bilhões de reais para a Lei Rouanet. A Região Norte tem mais ou menos 10% da população. Zeca, por que que nós só acessávamos 1% da Lei Rouanet? Desses 3 bilhões, como Região Norte?

​Então, a gente fez muita pressão, muito pé na porta, muita reunião com deputados, com senadores, com Petrobras, com Banco do Brasil, com Caixa Econômica, com a ministra da Cultura sempre muito aberta, a ministra Margareth Menezes: ‘Tá errado isso, ministra. É injusto isso, ministra! Nós já amargamos índices terríveis de desenvolvimento econômico, de desenvolvimento humano, de progresso social. Esses recursos são públicos! A Lei Rouanet é imposto de renda que o governo abre mão para investir na cultura. Como é que a gente não faz isso dentro de casa, o nosso dever de casa?’ Aí a Petrobras mudou, o Banco do Brasil agora tem ações fora dos lugares onde ele tinha os centros culturais do Banco do Brasil para fazer o dinheiro chegar na Região Norte, chegar na Região Nordeste. A Caixa Econômica abriu uma Caixa Cultural no Estado do Pará. Então, é assim que a gente vai fazendo. Eu fazia isso enquanto presidente do Fórum Nacional de Secretários de Cultura, como secretária executiva do Fórum Nacional, como secretária de cultura do Pará, e agora a intenção é que a gente consiga dentro do Congresso Nacional, porque é um lugar que é um holofote, né?”

​🎨 LEI ALDIR BLANC E A REALIDADE DA CULTURA NA AMAZÔNIA

[Zeca Moreno]: “Você tem um papel muito forte nessa questão da cultura, Lei Rouanet, a Aldir Blanc também…”

[Úrsula Vidal]: “É, a Aldir Blanc foi uma conquista do povo brasileiro. O Estado do Pará teve um protagonismo muito importante. Vários fazedores de cultura, lideranças culturais, participaram de maneira muito ativa, inclusive na modelagem dessa lei. Por exemplo, o fato de não exigir CNPJ foi uma fazedora de cultura, Tainá Marajoara, que tem um trabalho muito forte com agricultura familiar, com a produção da agricultura familiar, que durante uma das escutas com a relatora da lei, que é a deputada Jandira Feghali, disse assim: ‘Se você exigir CNPJ para que os nossos fazedores de cultura acessem os recursos da Aldir Blanc, a gente vai colocar metade do Brasil de fora. Porque a cultura não é formalizada no Norte, no Nordeste. Nós fazemos na raça, no dente!’ Entendeu? E a gente precisa acessar.

​Então, assim, o próprio decreto de regulamentação do fomento à cultura, ele hoje não exige que… ele dá a nós a possibilidade, aos fazedores e fazedoras, de você não ter que fazer uma prestação de contas com nota fiscal até R$ 200 mil. A partir de R$ 200 mil você tem que fazer, mas você faz um relatório demonstrando que você executou o recurso. Você coloca foto, coloca o Instagram, coloca matéria de jornal, você faz um relatório físico explicando onde você gastou o recurso. Mas como é que você vai pegar nota fiscal do barqueiro, por exemplo? A gente vai na Praia do Tucunaré fazer, por exemplo, um festival de gastronomia, onde é que você pega a nota fiscal do barqueiro? A nota fiscal de quem produz a comida daquela senhora que é cozinheira, daquele que forneceu o peixe? A gente tem uma outra realidade na Amazônia! Isso não quer dizer que nós não trabalhemos, que não sejamos honestos, que nós não executemos de maneira absolutamente exemplar todas as nossas atividades no campo das artes, no campo da cultura, da gastronomia, no campo da tecnologia e da inovação. Nós fazemos isso! A nossa economia criativa é muito forte aqui na nossa Amazônia.

​Atualmente, aquele dado do quanto a economia criativa e o campo das artes impactam na economia brasileira mostra que somos 3,7% do PIB e empregamos 7 milhões de pessoas. Quando a gente vai ver a Região Norte… eu lembro de fazer esse questionamento para o Itaú Cultural, àquela altura que foi quem fez esse levantamento: ‘Quanto a Região Norte representa aqui nesse mapa de vocês?’ ‘0,6%’. Eu falei: ‘Tá errado! Nós não representamos 0,6%. Se nós somos 10% da população, como é que nós somos 0,6%? A cultura é muito mais forte aqui no nosso território, inclusive, do que em outros territórios do Brasil. O jeito de vocês fazerem a métrica é que não pode ser igual para nós, porque nós temos uma informalidade muito grande e não significa que nós não existimos.’

​Então, explicar para o Brasil quem nós somos e como você precisa criar metodologias diferentes para fazer medições, mapeamentos, cartografias e investimentos é o que nós precisamos fazer em Brasília. Dizer: ‘Ei, nós existimos e existimos de uma forma muito específica, somos parte do Brasil, contribuímos de forma muito ativa para a balança comercial brasileira.’ Produzimos minério, produzimos muitos produtos dessa nossa cesta de produtos da agropecuária, temos uma importância imensa no corredor logístico, inclusive de exportação dos produtos primários e semielaborados do Brasil, e nós merecemos do Brasil mais atenção, mais recursos, porque também é por isso, sabe, Zeca? É uma disputa por recursos. Nós precisamos que cheguem mais recursos à Amazônia. Somos brasileiros e brasileiras. Então a luta é essa: dura, mas é possível de ser enfrentada e desafiada.”

​📅 AGENDA E IMPACTO SOCIAL EM MARABÁ

[Zeca Moreno]: “Obrigado. E para finalizar a nossa conversa, detalhe um pouco mais sobre a sua agenda prática de hoje em Marabá e o que ela representa.”

[Úrsula Vidal]: “Nós vamos ter hoje um encontro de culturas e matrizes amazônicas no Pontão de Cultura Matrizes Amazônicas. É extraordinário o trabalho desenvolvido aqui. A Secult tem tido um papel muito importante no reconhecimento e no diálogo direto com fazedores e fazedoras de cultura. Nós tivemos quase 6 milhões de reais investidos aqui em Marabá, beneficiando 145 projetos durante esse período da PNAB, da Lei Paulo Gustavo. A própria Semear tem crescido muito na região.

​O fato de nós termos uma Usina da Paz aqui, por exemplo, além de um Hospital Materno-Infantil, tudo isso está ligado de alguma maneira a uma política ampla de cultura. Porque quando essa mulher é bem atendida na saúde — e ela costuma ser a grande empreendedora da cultura, muito mais do que os homens —, ela passa a ter muito mais tempo, mais chance, mais saúde e qualidade de vida para investir no negócio dela. Seja um espaço de moda (que faz parte da cultura), de culinária, de gastronomia ou como cozinheira… ela ganha dignidade para crescer. E a Usina da Paz é esse espaço de práticas sociais e culturais fundamentais para as crianças e os adolescentes de Marabá.

​Estamos aqui hoje exatamente para esse encontro, para dialogar de perto e mostrar à população marabaense que existem caminhos abertos com novas linhas de crédito dentro do FNO, pelo Banco da Amazônia, e também do ProCult pelo BNDES para a atividade da nossa economia criativa. Nós precisamos e vamos acessar esses recursos federais!”

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