
O palco do Teatro Municipal Eduardo Abdelbor, na Folha 16, recebeu, na noite desta segunda-feira, 17, a palestra “Características clínicas do autismo nas crianças e como pensar no diagnóstico”, ministrada pelo neuropediatra Rafael Aguilar, que atua em São Paulo e foi convidado para compartilhar informações e orientações com profissionais da rede municipal de ensino que trabalham com crianças que estão no espectro autista.
A palestra foi voltada para professores das salas de recursos, mediadores, cuidadores e demais profissionais que atuam junto a crianças com TEA. A programação foi promovida pelo Departamento de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação(Semed) e pelo Núcleo de Atendimento Especializado no Espectro Autista (Naetea).
O neuropediatra destacou as características do TEA e quais os sinais que indicam como e quando o profissional deve fazer encaminhamentos para um diagnóstico mais preciso e precoce, promovendo uma intervenção que auxilie o desenvolvimento das crianças com TEA.
Rafael Aguilar elencou características que, combinadas, ajudam a chegar a um diagnóstico correto, após o encaminhamento para os profissionais responsáveis.
“O principal sinal observado dentro da característica do TEA nas crianças é o atraso de fala, dificuldade de linguagem, dificuldade de comunicação social. Porém, há outros. Além disso, é preciso apresentar dificuldade na interação social, comportamentos rígidos, restritos, estereotipados, hiper ou hipossensibilidade, andar na ponta do pé, incômodo com barulho, sensibilidade em relação a alguma textura, com roupa, dificuldade na alimentação”, enumerou.



Núcia Rodrigues é coordenadora do Naetea. Para ela, é imprescindível promover momentos de capacitação e atualização de protocolos para os profissionais que atuam junto a essa demanda dentro da rede de ensino.
“Nós temos a preocupação em capacitar os profissionais para que possamos promover uma verdadeira inclusão, o desenvolvimento. Esse é o público dessa palestra. O doutor Rafael aceitou nosso convite para falar sobre as características clínicas de crianças com TEA e como fazer um diagnóstico assertivo.”


Entre o público que participou estava Camelia Pereira, professora da Sala de Recursos da Escola São Francisco, no bairro Infraero, que atende 12 alunos com TEA. Para a professora, passar por capacitação sempre contribui com o trabalho desenvolvido no dia a dia.
“Sempre uma formação vem agregar mais conhecimento. É muito interessante porque a formação com relação ao espectro autista vem, cada vez mais, enriquecer a nós, como profissionais da educação”, comentou.


Para Rafael Aguilar, informação de qualidade é o caminho para que a sociedade de maneira geral esteja em sintonia com a temática, buscando conscientização.
“As famílias precisam ter mais consciência, porque muitas vezes as informações chegam de forma aleatória e não muito precisas. Os profissionais da saúde precisam estar mais engajados e a sociedade como um todo precisa de mais informações. Quando a gente consegue fazer tudo isso, conseguimos fazer com que essas crianças sejam atendidas de forma precoce, fazendo com que elas consigam evoluir cada vez mais”, pontuou.





