O consumo de tadalafila — principio ativo do Cialis e da popular “pílula azul” — explodiu no Brasil. Dados da Anvisa apontam que as vendas saltaram de 3 milhões para quase 65 milhões de unidades entre 2024 e 2025, um aumento de 2000% impulsionado principalmente pelo público jovem. Além do uso para disfunção erétil, o medicamento ganhou fama nas redes sociais como um suposto “pré-treino milagroso” para hipertrofia.
No entanto, um novo alerta acende o sinal vermelho para os usuários. Uma pesquisa da Universidade Nacional de Taiwan associou o uso prolongado do fármaco a um risco 22% maior de desenvolvimento de glaucoma, além de elevar as chances de hipertensão ocular.
O estudo acompanhou 73.854 homens com 40 anos ou mais durante cinco anos, divididos em dois grupos iguais entre usuários e não usuários do remédio. Os resultados mostraram uma incidência significativamente maior de complicações oftalmológicas no grupo que utilizava a substância com frequência.
Diante dos achados, os pesquisadores recomendam que pacientes em uso contínuo de tadalafila façam acompanhamento periódico com um oftalmologista, especialmente aqueles que já possuem fatores de risco para doenças oculares.




