Hoje, 18 de outubro, celebra-se o Dia do Médico. Nosso agradecimento a todos que se dedicam aos cuidados da saúde de cada paciente

Eles estão presentes em diversos serviços de saúde, da Atenção Básica à média e alta complexidade. Os médicos são essenciais para garantir o atendimento à população, seja em uma consulta, realização de exame ou em uma cirurgia. Neste 18 de outubro, é celebrado o Dia do Médico e nossa reportagem conversou com três profissionais que atuam em unidades da Secretaria Municipal de Saúde de Marabá (SMS).

Nascida na cidade de Montes Claros, em Minas Gerais, a médica Juliana Versiani iniciou sua caminhada na Saúde, na área da enfermagem, formando-se em 2007. Ela conta que desde criança sempre gostou dessa área quando, aos 11 anos, ajudou a cuidar da avó, que teve um Acidente Vascular Cerebral. Inicialmente, criou um amor pela enfermagem.

Em 2010, prestou o concurso público da Prefeitura de Marabá e em 2012 foi convocada para atuar como enfermeira da Atenção Básica na Vila Brejo do Meio. Além dessa experiência, ela passou por todos os setores do Hospital Municipal de Marabá, foi coordenadora de Saúde da Mulher e exerceu o cargo de titular da secretaria. Em 2018, fez um novo concurso no município também para enfermagem.

Quando percebeu que poderia fazer mais pelas pessoas, surgiu a oportunidade de cursar Medicina, iniciando o curso em 2020. No ano de 2026, já formada, passou no processo seletivo para o cargo de médica, atendendo os pacientes no pré e pós-operatório no Centro de Cirurgias Eletivas (CCE), além de atuar na regulação.

“No pré-operatório, nós recebemos os pacientes, verificamos os exames que têm, atualizamos todos os exames da parte clínica, verificamos ultrassonografia, exame de imagem. Estando tudo correto, sem alteração, a gente o libera para o procedimento com o cirurgião, onde ele reavalia todos os exames e o paciente tem a sua cirurgia efetivada”, explica Juliana Versiani.

No pós-operatório, a médica é responsável por acompanhar a ferida cirúrgica, sinais de infecção e solicitar ultrassonografia. Em caso de alguma alteração, o paciente retorna com o cirurgião para reavaliação. Para a profissional, trabalhar em um lugar que garante qualidade de vida aos pacientes é gratificante.

“É a melhor parte da medicina, eu falo, é a questão do agradecimento do paciente, quando ele retorna, consegue ter uma qualidade de vida após o procedimento bem sucedido. Estamos chegando em 1500 cirurgias, sem nenhum óbito, que é o mais importante. Creio eu que mesmo com a inteligência artificial chegando à medicina, ela vai sempre precisar do profissional pessoalmente, porque a IA não vai conseguir fazer o exame físico adequado”, avalia.

Weslen Oliveira é diretor técnico e coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Municipal de Marabá(HMM). Nascido em Belém, formou-se em medicina pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). Ele conta que o desejo de seguir na área surgiu da vontade de ajudar o próximo.

“Escolhi medicina porque eu sempre tive uma vontade, um chamado muito grande para ajudar as pessoas. Sempre me incomodei muito com o problema do próximo e sempre tive esse ímpeto de tentar melhorar a vida do outro, de tentar auxiliá-lo nas suas necessidades. Então, desde muito pequeno, eu já vinha carregando esse sonho no meu coração”, explica.

No final de 2018, ingressou no Exército e foi lotado em Marabá, onde passou cerca de três anos. Após esse período, saiu da instituição, coincidindo com o início da pandemia de Covid-19. Nessa época, começou a atuar como plantonista e depois como coordenador do setor de Covid-19 do HMM. Após esse período, continuou como coordenador da UTI e, atualmente, é diretor técnico do HMM.

Na UTI, o profissional atua no manejo de pacientes graves, assistência contínua e suporte aos casos complexos. Na direção técnica, o trabalho é voltado para gestão hospitalar, ajuste das escalas médicas e contato com especialistas e corpo clínico. O médico ressalta a missão que a profissão representa para ele.

“A medicina, acredito que seja a maior parte de mim. Hoje, basicamente, o que eu sei fazer é ser médico. Toma conta de boa parte do meu dia, de boa parte dos meus últimos anos. E eu continuo carregando aquele sonho de menino, de poder ajudar, poder participar da melhoria na vida das pessoas. Não esqueçam da responsabilidade que é ser um médico, não esquecer que está cuidando de um pai, um filho. A gente precisa ainda resgatar aquele senso de importância que a medicina carrega na vida do outro”, destaca o médico.

Com mais de 32 anos de carreira, o médico Nagilson Amoury dedicou os últimos 26 anos ao HMM onde, atualmente, exerce o cargo de Diretor Geral. O desejo de ser médico surgiu na infância por ter parentes na medicina e também pela passagem de um cirurgião por Marabá que o inspirou. Ele cursou medicina na UEPA, em Belém, e formou-se em 1994.

Nos anos seguintes, morou em São Paulo onde fez residências médicas em Cirurgia do Trauma, Cirurgia Geral e Videolaparoscópica, e Gastroenterologia e Endoscopia, esta última no Hospital Sírio-Libanês. Após esse período de formação, retornou a Marabá. Em 2000, iniciou sua trajetória no HMM, após ser aprovado em concurso público.

O profissional enxerga seu trabalho no dia a dia com um propósito especial. “O cirurgião é preparado para operar tudo e a gente que vem para o interior, como eu retornei, o meu preparo foi nesse sentido de ser o mais abrangente possível, conhecer profundamente a área cirúrgica para chegar na região e resolver sabendo das dificuldades que a gente tinha. Trabalhar aqui e a medicina, de forma geral, eu vejo como estar alinhado com os desígnios de Deus, que é ajudar as pessoas. Eu gosto do HMM, gosto do que faço e a minha missão aqui eu vejo como uma missão divina”, afirma.

Ao longo dos anos, atuou em diversas frentes dentro do hospital, construindo uma carreira respeitada. Atualmente, concilia o cargo de liderança com a cirurgia geral dentro do hospital. Nagilson Amoury deixa uma mensagem para os colegas médicos neste dia de celebração dessa profissão tão essencial.

“A mensagem é que estamos gratos a Deus e que continuem fazendo o seu melhor, o seu máximo e que tenham certeza que Deus, de onde estiver, estará iluminando , abençoando, de forma exponencial esses profissionais e suas famílias”, observa.