Uma megaoperação da Polícia Civil do Pará, denominada “Child Protection”, cumpriu nesta terça-feira (19) quatro mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão nos municípios de Marabá e Bom Jesus do Tocantins. A ação mirou uma rede criminosa suspeita de associação criminosa, estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição de menores na região sudeste do estado.
De acordo com o superintendente regional da Polícia Civil, delegado Antônio Mororó Júnior, os investigados integram a classe empresarial local e incluem um advogado, um produtor rural, um proprietário de supermercado e um dono de farmácia. O grupo utilizava promessas de dinheiro, aparelhos eletrônicos e celulares de última geração para atrair e aliciar as vítimas, que tinham idades entre 11 e 14 anos.
Até o momento, as investigações identificaram pelo menos 12 crianças e adolescentes como vítimas do esquema, mas as autoridades não descartam a existência de novos casos. Durante as buscas nas residências dos envolvidos, os agentes apreenderam mais de 15 armas de fogo e cerca de 500 munições de diversos calibres. Além dos mandados principais, quatro pessoas foram presas em flagrante — incluindo uma por porte ilegal de arma —, totalizando oito prisões ao longo do dia. Os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.


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